A solidão consome meu ser,
A tristeza me abraça,
Me acolhe em seu ninho
Cheio de raízes e espinhos
Que me envolvem
Em sufocante agonia.
Tento sair, escapar, fugir,
Mas a escuridão me retém.
Já não há mais força em mim...
Então vejo pelas frestas de luz
Através dos espinhos,
A vida que dança alegre
Nos olhos, sorrisos
E rostos corados.
A vejo tão perto
E ao mesmo tempo
Tão distante...
Seria ilusão?
Drama? Dor?
É tudo tão lindo e desejado,
Como fontes de águas cristalinas
Desejadas no calor do deserto.
Reflexões da alma.
[ a m o r ]
Texto 10 out 2019