quinta-feira, 10 de agosto de 2017

À procura de um doce olhar...

Na ausência de esperanças,
Mergulhada no vazio da solidão,
Repousava em intensa tristeza,
Refletindo sobre o angustiante caminho do acaso.

Ao surgir uma surpresa inesperada e feliz,
Acende-se novamente o brilho, há muito apagado
No olhar da bela flor...

Em diferentes formas apareceu,
Mostrou-se para ser vista,
Para que também pudesse ver,
Mas por vezes, os caminhos
Conduzidos por uma força maior,
Não lhe permitiram
Tornar possível a satisfação
Do seu incessante querer.

Mas na insistência pelo contemplar
Da vista mais bela e desejada,
Apareceu não apenas uma,
Mas num ato surpreendente
E quase inexplicável, três vezes,
Em sua forma mais sublime e perfeita
Em sua criação, movida pela esperança
Do alcance da realização do seu desejo.

À procura do seu Sol. Lua, tão formosa Lua.


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